E lá fomos nós ver o Miss Saigon. Este Sábado, tal como há 7 anos atrás, ambos chorámos (lamechas não??? Que se lixe. É verdade.) com a estória (o termo estória é apresentado no Dicionário de Língua Portuguesa de 2004 da Porto Editora, como «s.f. história de carácter ficcional ou popular; conto; narração curta». Não se trata de um erro ortográfico.) de Kim e Chris. Mais uma vez foi uma carga de trabalhos para me convencer que a culpa de tudo o que aconteceu não foi dele mas sim da Vida, essa gaja que tantas vezes nos prega partidas manhosas…

Miss Saigon in PortugalMiss Saigon mostra um amor verdadeiro num mundo que ainda desconhecido tem que ser deixado para trás, deixando também algo mais… Não vos vou contar a estória mas posso sempre dizer que tudo nesta produção é bom. Muito bom. Sim, o helicóptero que desce em cena não é o mesmo mas a solução encontrada para além de bastante engenhosa é muito bem conseguida. A música é fantástica e faz realmente viver cada momento. Até no seu silêncio. E as bailarinas (que só usam perucas quando fazem de Marilyn’s)? E a forma como Saigão se transforma em Banguecoque num segundo de escuridão?

Ramin Karimloo
está bem como Chris. Quando nos fala parece fraco e por vezes não muito convincente mas quando canta, quanto mostra emoções (a vantagem da 3ª fila), justifica a sua escolha. Ima Castro (Kim) está como só ela. É impossivel não ficar encantado com a sua personagem. Como virgem, como bargirl, como mãe, como mulher. E a voz… Depois vem, o Engenheiro. Que dizer sobre o Engenheiro? O sacana proxeneta que sonha com uma Miss Saigon que o leve de vez da caótica Saigão para a Dreamland que são os Estados Unidos da América. O toque de humor (mesmo que muitas vezes cínico e sempre interesseiro) que acompanha toda a cena. Não sei se poderia ser melhor representado. Jon Jon Briones parece talhado à medida para o papel.

Pois que não posso estar aqui a escrever sobre todos e mais alguns quantos subiram ao palco. Nem sei tãopouco todos os nomes mas há ainda dois personagens que merecem destaque: John, interpretado por John Partridge que com o seu vozeirão enche a sala e nos convence do que sente – quer no inicio quer no fim – e Thuy, papel de Christian Rey Marbella que nos mostra como seria um fantasma do regime e da tradição.

Eu até queria escrever mais sobre o espectáculo mas, tal como referi acima, não vos quero contar a estória. Gostava que a vissem. Tal como nós vimos e queremos rever novamente, talvez daqui a uns sete anos, talvez em Londres…

if we’re together that’s when
we’ll hear it again
the song
played on a solo saxophone
a crazy sound
a lonely sound
a cry that tells us love goes on and on
played on a solo saxophone
it’s telling me
to hold you tight
and dance like it’s the last night of the world

6 thoughts on “Miss Saigon. Again and again…

  1. Já não é mau. Aqui o meu colega do lado disse-me que isto era abichanado demais. Não o espectaculo em si mas sim o facto de eu saber o nome dos actores :) Pelo menos ele só disse não escreveu… Senão lá teria eu que lhe bater em público e a Vera (a mulher dele) não iria gostar. Nem disso nem de ver uma fotografia dele todo nú numa qualquer cama para lá da fronteira com muitos neons à porta e uma jovem de cabelo escorrido deitada ao seu lado. A fotografia não existe mas passava a existir num instante…

  2. Fiquei muito feliz quando a minha amiga Austin convidou-me para ir assitir o musical com ela, porque desde que li o resumo da história, fiquei completamente apaixonada. Por isso assim que cheguei ao coliseu e vi o musical parecia mentira, parecia um sonho…
    Por isso digo e repito, as pessoas deviam ir vê-lo pois é espetacular, fantástico e se eu pudesse voltar a assistir o musical eu iria. A história, a música, as danças, os actores, o elenco, tudo combina numa perfeita perfeição, tanto que eu emocionei-me.
    Por isso estão todos de parabéns. E já agora, agradeço ao marido da minha amiga Austin por ter desistido de ir ver o musical.

  3. Boas Liliana e bem vinda cá ao sitio… Yeap. O marido da tua amiga Austin deu-te um belo presente. Também eu já prometi voltar a ver o Miss Saigon. Talvez quem sabe, da próxima vez em Londres.

  4. Convidaram-me para o ir ver a ‘Miss Saion’ quase na véspera, mas eu não pude dizer que não.
    Posso dizer que foi o 1º musical “a sério” que eu vi e deixei-me encantar por tudo (e espero ainda ver muitos mais). A história é fantástica, as letras tem muito significado, a organização é perfeita, o cenário (e a velocidade com que ele muda) é espectacular e do elenco nem se fala… realmente enchem todo o coliseu.
    Pena não haver nenhum musical ou outra produção teatral desta qualidade (e também um elenco tão fantástico e com tamanhas habilitações) a nível nacional…
    Julgo que não me mexi durante todo o tempo da actuação e não consegui deixar de sentir os olhos a arder no solo de John Partridge (como John) no tema ‘Dust of Life’ (seguida da única altura em que a actuação foi interrompida pelos aplausos da audiência),
    Sinceramente, não sei que adjectivo hei-o de aplicar para caracterizar a peça…
    Foi simplesmente fantástica…

  5. Boas Ana. Bem vinda aqui ao site. É efectivamente fabuloso este espectaculo assim como é fabulosa a interpretação dos artistas que nele participam. Tal como já o disse antes, vi, revi e espero sinceramente ver novamente.

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