E eis que recebo ontem no correio a primeira resposta oficial do Barclays Bank sobre a minha reclamação do mau serviço prestado na situação da fraude com o cartão de crédito.

O incrível desta carta é que não foi enviada pelo Barclays Bank Portugal (a quem me dirigi já várias vezes pessoalmente, por telefone e por e-mail desde há 2 meses para cá) mas sim pelo Retail Banking Customer Services do Barclays Bank de Inglaterra que é como quem diz, o departamento que em terras de Sua Majestade trata das reclamações e das relações com Clientes. Mais incrível ainda é o facto de eu ter contactado este departamento pela primeira vez na semana passada.

A carta, ainda que não adiante muita coisa, começa por apresentar um pedido de desculpas pelo nível de serviço que tenho recebido do Barclays (“We are sorry you have had to contact us about the level of service you have received from Barclays.“). De seguida indica-me uma data limite para a resolução da questão (“… no later than 18 August 2008.”).

Hoje irei enviar novo e-mail à Provedoria do Cliente do Barclays Bank. Vou informar sobre esta carta e relembrar que no meu ultimo contacto solicitei expressamente que me fosse fornecida informação sobre este processo de forma a que eu a pudesse entregar ao Banco de Portugal. Não havendo qualquer resposta por parte do Barclays Bank, sou a entender o silêncio como um acto de sonegação de informação que, a meu entender me é devida e como tal começo a questionar a legalidade dos procedimentos do Barclays Bank Portugal.

Vou também relembrar que estou empregado numa instituição de crédito e o que poderá implicar um eventual alerta para a Central de Responsabilidade de Crédito do Banco de Portugal.

Vou informar a Provedoria do Cliente Barclays Portugal de que tenciono responsabilizar o Barclays Bank por toda e qualquer situação que possa ocorrer na minha vida profissional decorrente deste processo começando desde já pelo facto de que terei que informar a minha entidade empregadora sobre assuntos que só a mim me dizem respeito tais como a minha relação financeira com outras instituições de crédito.

Aproveito para escrever que, apesar de algumas vozes já se terem interrogado sobre a sinceridade do que aqui tenho exposto, continuo a pensar que esta é a forma mais correcta de o fazer, apresentando publicamente toda a informação de que disponho não só para me proteger de eventuais falhas de memória e mal entendidos mas também e principalmente para informar todos quantos possam estar interessados.

10 thoughts on “Uma resposta do Barclays.co.uk e o silêncio do Barclays.pt

  1. Tu madrugas pah! :P

    E já agora… faço anos a 18 de agosto, essa data tem história. Então… estás em boas mãos, “filho”! ;)

    Lets hope so. ;)

    Rui

  2. Rui Cruz, a ver vamos em que mãos estou…

    SS, eu também já me estou a passar.

    Tal como referi no artigo acima, enviei esta manhã um e-mail à provedoria do cliente do Barclays Bank. Já foi lido. Aliás, 5 minutos após ter recebido o comprovativo de leitura no e-mail, contactei a Provedoria telefonicamente para falar com a pessoa que o leu. Infelizmente, a pessoa tinha acabado de entrar para uma reunião mas garantiram-me que eu seria contactado ainda hoje.

    Fiz questão de frisar quantas vezes já me foi dito que seria contactado sem o ser.

    No entanto, coisa curiosa: Após me identificar, do outro lado da linha disseram-me: “É sobre um cartão não é?”. Boa. Já sabem quem eu sou.

  3. É mesmo de ficar pasmado…
    E o mais assustador é pensar que estas situações acontecem frequentemente (e podem acontecer a qualquer um de nós) pelo que seria de esperar que houvesse um procedimento fácil e rápido para as resolver.

    Senão, é o que se tem visto… meses de preocupações e tempo desperdiçado – já para não falar em eventuais coisas mais graves, que espero que não chegue a esse ponto!

    Este é o teu blog, acho muito bem que o uses para divulgar esta situação que é inadmissível fosse em que banco fosse.

    Mau seria se estivessemos num país, onde para além de sermos mal servidos ainda fossemos obrigados a ficar calados!

  4. “É sobre um cartão, não é?”

    Esta é a melhor e a pior notícia. Melhor, porque pelos vistos já há quem saiba do que se passou, pelos vistos várias pessoas até. Pior, porque palpita-me que anda alguém a puxar orelhas por causa da bronca, e o mais certo é os “ingleses” a puxar aos “portugueses”.

    Isso pode vir a resolver o problema, é certo, mas não vai trazer muitos amigos, pelo contrário. O “cliente” passou a ser um “chato” e um “inimigo”.

    Ou a nova gestora de cliente relança a ligação comercial do serviço que prestam e começa de novo, ou então é bom fazer uma boa análise custo-benificio (ou vantagens-desvantagens) da relação comercial com o banco.

  5. Esqueci-me de acrescentar:

    Receber uma resposta de Inglaterra personalizada (pelo menos com a data) e de Portugal nada, só promessas de telefonemas que nunca são feitos, é no mínimo ridículo.

  6. Venho aqui chamar à atenção de todas aqueles que pedem créditos via cartão de crédito .Neste caso trata-se do Barclaycard
    Este cartão permite ainda transferir dinheiro para a conta à ordem sem juros mas atenção se não pagar a totalidade arrica-se a pagar juros sobre a totalidade do dinheiro.Suponhamos que o seu extracto do cartão fechou a 31 de Dezembro e pediu o dinheiro a 1 de Janeiro .Terá de o pagar até finais de Fevereiro a totalidade.Imaginemos que pediu 1000 euros mas apenas conseguiu pagar 800 euros até finais de Fevereiro.Vai pagar a módica quantia de 70 euros(mais coisa menos coisa)pelo dinheiro que ficou a dever.Ou seja nem que fique a dever um cêntimo os juros são sempre calculados sobre o montante total pedido.O quê que podemos chamar a isto?Extorsão.

  7. Finalmente encontrei um sitio onde colocar tb as minhas reclamações sobre o barclays portugal, como posso divulgar o que se passa comigo?. Já agora, pode-me indicar o meio de contacto do barclays UK para puder tb lhes comunicar e reeviar as varias cartas que enviei a provedoria. A minha ‘novela’ tem quase 2 anos …

    agradeço

    Cumprimentos

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