É incrivel o quão viciado se pode ficar numa revista e ainda por cima americana. Não sei se viciado será o termo mais correcto mas o facto de estarmos a dia 20 e ainda não ter conseguido comprar a Wired estava a causar-me uma certa “coceira”…

link para a Wired Junho de 2005Lembro-me das primeiras Wired que li. Eram do meu amigo Cajó (toda a gente tem um amigo Cajó não é?). Há muitos muitos anos atrás (muitos tipo 15 ou mais). Fiquei encantado. Estava a chegar ao mundo dos computadores e ali estava uma revista, graficamente diferente de tudo o resto, o que só por si já era mais que suficiente para eu a querer ter, e sem dúvida de conteúdo para mim apaixonante. Não havia na altura era dinheiro para a comprar sempre que queria mas lá se arranjava qualquer coisita de quando em vez. Tal como muitos a apelidaram “A Biblia da Revolução Digital”.

Descia ontem ao final da tarde a Avenida da Liberdade e passando frente á Livraria Tema dos Restauradores ainda entrei para procurar a edição deste mês mas confesso que ia sem muita esperança. Já tinha corrido a Tema Colombo, a PressLinha a Yellow qualquer coisa e nada. Ninguem tem a Wired de Junho (mas ainda o que mais me admirava era a resposta de alguns jovens empregados em algumas das referidas casas: “A quê?”). E eu que tinha decidido que não perderia mais um único numero. “Pois não. Não temos. Ainda não chegou.” Como? – pergunto eu. Haverá ainda esperança? – Ainda não chegou? Quer dizer que não a esgotaram? – E ao que parecia não estava esgotada na Tema. Tinha-se perdido uma carga e as benditas revistas estão no meio. Não há data prevista. Sai da Tema lembrando-me que já não trabalho em Lisboa, que não posso passar por aqui todos os dias.

Já no Rossio, prestes a ir para o Metro, lembro-me de que junto ao Nicola havia uma papelaria (de vão de escada) onde em tempos comprava algumas revistas estrangeiras… Talvez. Viro, entro e eis senão quando, no escaparate, a olhar para mim estava o Spielberg em vermelho sangue gritando “Leva-me pá! Leva-me que não há mais!.” Era a última. Foi para mim.

Sei que possivelmente ninguém ou muito pouca gente vai ler isto tudo mas sinceramente, pouco me interessa. O que eu queria mesmo era deixar aqui registado o quanto adoro esta revista.

Nota para mim:
Capa da Wired Dezembro 97
Capa da Wired Setembro 2001
Capa da Wired Dezembro 2002

4 thoughts on “Wired Magazine

  1. Eu tenho um amigo chamado Cajó! Eu nunca comprei (ou sequer li) a Wired (SHAME ON ME!!!!) apesar de estar farta de saber que é umas das melhores revistas do tipo! Vou muito à Tema, ela já me tem passado imensas vezes pelos olhos……. XP (não, não é o windows, é um smiley todo enjoado loll)

  2. Por acaso o teu amigo não mora ai para os lados da Charneca da Caparica não?
    Adiante. Deixo-te um conselho Isa: A proxima vez que fores a Tema e lá estiver uma Wired, se puderes, compra. Vais ver que não te arrependes. Entretanto sempre podes dar uma vista de olhos na Wired online. Conteudo não falta. Garanto.

  3. Por acaso, a Wired online está nos meus feeds..é que comecei a uns tres dias a usar uma aplicação nova para ler os feeds, e ela vinha lá ^^

  4. Tambem voltei a usar uma aplicação de feeds que já não usava há muito e hoje deu muito jeito. Não houve tempo para grandes navegações.

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