Há em Portugal pelo menos uma revista de Golf. A Golf 2 All. Preço de capa: 2,50€. Tiragem: 10.000 exemplares.

Na edição de Agosto de 2010 (esta é uma revista mensal) conta com 48 páginas. E na página 20, dá-nos a conhecer o que se passou na prova Climavesper do 20º Circuito Golfe & Comunicação, que se realizou no Campo de Golfe da Estela, na Póvoa do Varzim.

Passo a citar:

A prova Climavesper teve a particularidade de no último dia de prova, um conjunto de convidados apresentar-se a jogo com as indumentárias clássicas do Golfe mostrando o porquê desta modalidade continuar a ser considerada um desporto de cavalheiros.

Cavalheiros no Golf

Sim. Claro.

Eu por norma não sou de fazer grandes alaridos (pelo menos por aqui) sobre refeições que não tenham corrido bem. Sei que quem cá vem ler sobre restaurantes procura boas dicas, bons sítios para comer e beber. Pelo que tenho visto nas estatísticas do site, procuram restaurantes baratos para almoçar, restaurantes bons para jantar, uma esplanada para beber um copo e muitas vezes, um restaurante para um jantar de amigos ou jantar de aniversário. Ora, se eu só falasse mal, decerto aqui não encontrariam o que procuram. Falo bem, do que acho bem, encontram o que procuram, e ficamos todos satisfeitos…

E que raio tem isto que ver com Koni?

Não é segredo que sou apreciador da cultura japonesa e em particular, da sua gastronomia. Ainda que sabendo ser o consumo de Sushi uma moda cá por terras lusas, há já muito que aderi à mesma. No entanto, a ideia do bom Sushi está muito associada à ideia do bom restaurante japonês, logo, o caro restaurante japonês. Comer Sushi noutros países que não Portugal mostrou-me que, no que se refere à fast food, também os japoneses podem dar cartas e que o Sushi em pequenas casas, com o Sushimaster de um lado do balcão e o Cliente do outro, pode ser igualmente bom. E isso dá muito jeito nos dias que correm em que tantas vezes não há tempo para uma refeição mais demorada ou quando simplesmente não apetece «enfardar» um cozidinho à hora de almoço.

O aparecimento de pequenas casas de Sushi como a Koni Store serão assim bem vinda pois está claro.

Especializando-se em temakis (cones com cerca de 10 a 12 centímetros, feitos com nori – a folha de alga – a enrolar o conteúdo, tradicionalmente arroz e peixe), abriu recentemente em Lisboa a Koni Store, que segundo consta é a mais famosa casa do género no Brasil. Infelizmente, esse titulo não me pareceu ser garante do que quer que fosse.

O espaço, na Rua da Trindade, é pequeno para aquilo a que se propõe. Se quer ter mesas para que as pessoas se sentem, há que garantir condições para tal. A 3 cadeiras por mesa, ainda assim, para me levantar de uma tenho que afastar outras duas… Não me parece. Talvez mudar as cadeiras? Menos design e mais funcionalidade… O resto do conjunto também não me impressionou. O balcão é alto não deixando ver o que se passa do lado de lá (ou quem lá estava era mesmo muito baixo) e a vitrina da frente é curta para ver o além que diz mostrar…

O serviço foi muito rápido e sem duvida atencioso. Bem recebidos, atendidos, tudo como deve de ser. Simpatia e educação. O pior foi o resto.

Pedimos 4 temakis. Hot Filadefia (salmão, queijo filadelfia, cebolinho envolto em tempura), Salmão Skin (pele de salmão grelhada, cebolinho, sésamo e molho teriyaki – molho de soja e vinho de arroz), Roast tuna (atum crocante com molho teriyaki) e Steel Camarão (salmão e camarão). Começando pelo principio que é sempre um bom começo. A folha de Nori estava seca e rija. Muito seca e muito rija. A ideia é que a folha se sinta, mas mais como a folha de hóstia que envolve um doce de Aveiro, que se trinca e se separa. Ali, à navalha não sei se teria sorte… O arroz colava. O arroz do Sushi tem uma goma diferente e com o açúcar, o vinagre e por vezes, o aji-no-moto, pode ficar a colar de mais mas ainda assim, ali colava em exagero. A pele de salmão mal se sentia tal o tratamento que levou. O camarão, se não era congelado, as minhas sinceras desculpas, mas era mesmo a congelado que sabia. Aliás, para o fresco que estava, ou era congelado ou a casa tem que acertar as temperaturas do frigorífico. O salmão foi outra decepção (sim, eu sei que rimou). Sem qualquer sabor, sem corte definido…

Resumindo, não gostámos. Ainda que, como atrás referi, a simpatia e o serviço sejam claramente um trunfo da casa, a Koni Store da Trindade não nos convenceu.

Primeira ideia a passar: Anjelina Jolie não é aqui a Lara Croft. Não é que não pudesse ser. Se calhar podia mas já não teria a mesma piada. Lara Croft era mais uma teenager com responsabilidades acrescidas. Evelyne Salt é efectivamente uma mulher, já com 35 anos, casada e que trocou os calções curtos por saias lápis ou levemente evasê e sempre abaixo do joelho

Angelina Jolie Salt

Desiludidos? Não fiquem. Está demodé e não é bonito (nem verdade) ver as senhoras do cinema como meros sex symbols ainda que, para apreciadores do género suits-and-boots, Evelyn Salt também não esteja mal…

Vai haver sempre quem não goste do género (visite-se a Time Out London por exemplo) mas, verdade seja dita, não sendo à primeira vista material para saga memorável, não deixa de nos fazer pensar se não teremos ali tema para dois ou três filmes de sucesso. Lembram-se de Bourne?

A historia deste filme é simples, nem por isso muito original (leiam-se alguns bons livros de espionagem, uns comics à mistura e ficamos com a sensação de deja vu relativamente ao argumento mas, quantos são os que leram?) mas de alguma forma bem actual e até perto da realidade (alguém tem acompanhado a saga do espiões russos detidos dois meses atrás nos Estados Unidos?). No final da Guerra Fria, um mestre espião russo cria uma escola de super-agentes, treinados desde crianças (já escolhidas a dedo), para se infiltrarem na realidade norte-americana e, serem um dia mais tarde, chamados ao serviço da Mãe Rússia. Os anos passaram e nos dias de hoje, o mais tarde chegou.

Assassinar o Presidente Russo que viaja aos Estados Unidos para o funeral do Vice-Presidente americano é a missão. Que o assassino seja uma agente da CIA é o gatilho carregado para que o telefone vermelho toque, para que os alvos sejam definidos, para uma nova guerra mundial e para que a Mãe Rússia seja grande novamente. Mas terá sido o sono demais? Terão as «toupeiras» sonhado?

Não entrando em maiores detalhes (a intenção não é que o post seja um spoiler), fica a nota de que Anjelina Jolie está excelente no filme. Mostra-se como é, uma actriz camaleónica em quem a expressão facial e corporal pode ir da completamente apaixonada e ébria de emoção à frieza glaciar em questão de segundos. E se falamos de espiões, dá jeito.

Tem cenas que desafiam a física? Tem. Cenas que desafiam a lógica? Sim. Pontas soltas? Algumas. E depois? É cinema entretenimento e penso que não terá sido feito a pensar noutra coisa.

Agora vamos esperar pela continuação (sim, porque se não houver continuação, terei que escrever sobre Salt novamente).

E isto é mesmo muito a sério. Acreditem.

Tenho uma colega grega que, caso casasse com um português, veria a vida certamente muito facilitada. Tudo o que ela quer de momento é tirar a carta de mota. Só isso. Ela já tem carta de condução de ligeiros. Mas é uma carta grega… Pois. Isso aqui não vale de muito… Já vão entender porquê.

Aparentemente, cá por terras que já foram d’El Rei , ninguém conhece a Republica Helénica. Grécia ainda lá vai que não vai mas Republica Helénica? Não passaria pela cabeça de ninguém chamar Republica Helénica a um pais que se chama Grécia certo? Isso era o mesmo que chamar Reino dos Países Baixos à Holanda…

Eu percebo que, caso um documento de identificação, digamos, um Bilhete de Identidade, esteja escrito unicamente na língua original do seu pais, a coisa possa levantar questões. Nunca vi um Bilhete de Identidade da China (Republica Popular da China) mas imagino que, a estar todo em mandarim, seja complicado de o entender. No entanto, custa-me a perceber que, estando o referido Bilhete de Identidade claramente escrito também em Inglês (Inglês que raio, não é Cirílico), ninguém o entenda.

Há mais de duas semanas que vejo esta minha colega andar de porta em porta, lojas do cidadão, escolas de condução e outras que mais, só para se poder inscrever para tirar o raio da Carta de Condução de Mota.

Não é a primeira vez que ela me conta histórias, relacionadas com esta aparente ignorância nacional no que à Grécia se refere. De peripécias nos aeroportos à cabine da bilheteira da CP (sim, ela pode viajar por toda a Europa com o Bilhete de Identidade da Grécia mas, graças à nossa extremamente apurada politica de segurança , ela não pode ter um passe social da CP. Era só o que faltava…), não bastava já toda a gente lhe perguntar se é espanhola, ucraniana ou moldava (Deusas, ela é grega que raio. Não tem nada a ver) e ainda tem agora que (e por esta não esperavam vocês), solicitar à embaixada da Grécia em Portugal, um certificado em como a Grécia faz parte da União Europeia. É isso mesmo. A ultima coisa que lhe pediram foi, um certificado da embaixada grega confirmando que a Grécia faz parte da União Europeia.

Digam lá que não é lindo o nosso pais? Mais, o nosso pais onde, estudamos a cultura grega no ensino obrigatório (ao contrário de tantos outros em que certamente aceitam o Bilhete de Identidade da Grécia como um documento de identificação válido)… É lindo ou não é?

Se no fim de tudo isto eu vos disser que a minha colega, que está em Portugal há quase dois anos, fala perfeitamente português (daquele perfeitamente comprovado por exames feitos na universidade e tudo…), então ai, está o bolo composto, com cereja em cima e tudo não vos parece?

Nota: Segundo a Georgia, quando precisou de tratar do Numero de Identificação Fiscal (ao fim e ao cabo, ela precisa de pagar impostos certo?), não teve qualquer problema. Foi um instante e não houve quem não reconhecesse a autoridade da Republica Helénica…

E então? Quem quer casar com a grega? Nem que seja só por uns dias, para ela tirar a carta de mota e aproveitar para pôr outros documentos em ordem…

E o West Side Story é um clássico certo? Agora o que falta saber é se Web Site Story também se tornará um clássico. Já tem mais de um ano mas volta não volta, eis que esta magnifica obra do College Humor está nas bocas do mundo outra vez…

Isto bem que podia servir de inspiração às universidades nacionais…