Algo de extraordinário nos dias que correm. Duas de seguida, a uma terça-feira? Bem, não foram duas, foram três mas na terceira tive que tratar do assunto sozinho que a Susana já dormia.

Lie to Me, Burn Notice e ainda, CSI New York. E que bem que soube.

O sotaque britânico de Tim Roth a acompanhar o cinismo chic da personagem que interpreta (e que não bastando a companhia da mui elegante Kelli Williams, tem agora a presença constante da não menos encantadora Melissa George) , seguido da leveza das praias de Miami e do humor de de Jeffrey Donovan (e é de leveza que falamos quando nos referimos a Gabrielle Anwar certo?), terminando de seguida, pronto para ir dormir, com o ambiente gótico que se vive na Nova Iorque de Gary Sinise e Melina Kanakaredes. Três de seguida.

Sim, a saga das séries de TV continua. Estas já fazem parte dos habitués mas aguardem que muitas e boas novidades estão ainda para ser relatadas…

Digam-me que não é só no exemplar da revista Visão que tenho à frente, nº 906, 15 a 21 de Julho de 2010, que isto acontece. Quase quase lá e… Pois.

Há já muito que tenho a nítida impressão de que a revista Visão sofre de um qualquer problema ao qual, não encontrando melhor nome para o definir, chamo de «Quase lá» ou seja, estou a ler um artigo na dita revista, até está a ser interessante, seja pelo tema em questão ou pela forma como está escrito e, eis senão quando, sem qualquer aviso ou indicação, o artigo acaba. Assim. Sem mais nem menos.

Fica qualquer coisa por dizer. Sempre. A ideia com que fico é a de que, para ter a noticia por completo, terei que ver o jornal da noite na SIC e depois, finalizar a história na edição de Sábado do Expresso… Posso estar enganado…

Ora bem, na referida edição da Visão, na página122, começa um artigo intitulado «A morte e a donzela» sobre o mais recente filme de Roman Polanski. Na página 123 temos publicidade e o texto continua na página 124. E termina assim:

«Sempre com uma voracidade perfeccionista, sempre a recusar-se a olhar para trás, com fez nos Alpes, sobre esquis. A tentar não se deixar importunar por espetros do passado. Não se percebe porque o fez parar, então, este»

Tal e qual. Assim. sem mais nem menos. Não se percebe porque o fez parar, então, este, sei lá, editor? Gajo que faz a revisão aos textos? O que quer que seja?

Ficamos a saber, pela edição online da Visão, que a frase talvez acabasse com as palavras «fantasma vindo do presente». Infelizmente, nem assim podemos ter a certeza pois, ainda que parecido, o texto online não é bem igual ao texto da edição em papel. Só referindo o atrás citado trecho:

«Sempre com uma voracidade perfeccionista, sempre a recusar-se a olhar para trás, como fez nos Alpes, no ski. A tentar não se deixar importunar por espetros do passado. Não se percebe então porque o fez parar então este fantasma vindo do presente.»

Palavrinhas a mais, virgulas a menos… Enfim.

Eu sei que não sou a pessoa indicada para falar sobre virgulas, acentos e outras coisas que tais mas, que diacho, eu não sou a Visão certo?

A minha expressão ao chegar ao fim do artigo que tão interessante estava a achar (os meus parabéns à autora, Ana Margarida de Carvalho) foi: «Levaram à letra aquilo de estar quase lá e deixar a coisa a meio.».

Vindos do cinema, pergunta a Patrícia, do alto da sua imensa sabedoria e lá do banco de trás do carro:

Patrícia: Ó mãe… O que vai ser o jantar?
Susana: Línguas de perguntador…
Patrícia (após um curto silêncio): Ó mãe. Eu não vou comer isso. Hoje já comi sopa ao almoço…

É da boca das crianças…

nota: Acabou por ser um fantástico risotto de camarão regado com um Dão Quinta de Carvalhais Encruzado 2008 que é uma verdadeira maravilha…

Já não é novidade para ninguém que gosto da revista Esquire. Seja a Esquire americana (quem esquece o numero de 2007 declarando Charlize Theron, a mulher mais sexy do Mundo?) ou a Esquire inglesa (lembram-se do The Women we love issue? Todas, de 1933 a 2010), é daquelas revistas a comprar sempre que se vê nas bancas.

A Esquire inglesa de Agosto de 2010 deve estar a chegar por estes dias cá a Portugal mas só para aguçar o apetite, que tal se vos disser que a Katy Perry achou a sessão fotográfica que fez para este numero, uma das melhores que já fez? “Sexy and beautiful…” disse ela… Pois.

Não acreditam? Katy Perry, as it is…

Esquire woman we love – Katy Perry from esquireuk on Vimeo.

Mas atenção, fazendo jus à sua fama de revista “must have” de homem que é homem, pelos temas que aborda, também neste numero a Esquire apresenta uma magnifica produção fotográfica de moda com uma das estrelas cinematográficas do momento: Ken. Esse mesmo. O ex da Barbie. Aproveitando a onda de fama que lhe traz o papel em Toy Story 3, Ken é também a estrela desta produção passando modelos de Burberry Prorsum, Paul Smith, Gucci e Prada. A não perder.