E eis que é dia de comida Italiana. Onde ir, onde não ir, o melhor é ficar por aqui perto e bem dito melhor feito. La Campania ali à Artilharia Um.


Não foi uma estreia pois já por lá tínhamos comido com um casal amigo mas desta feita era um jantar a dois. A entrada pode não ser a mais convidativa com a sua porta fechada e letreiro à lá bar/disco muito seventies mas o ambiente lá dentro não tem nada a ver. Sala relativamente pequena (capacidade para uns 50 convivas) com mesas talvez a mais e cores que dão o quente à sala não fugindo ao que seria de esperar num italiano. Acolhedora pela musica e pelo sossego não se evitará a clientela selecta de charuto em riste mas enfim… Prontamente posto o talhere (de pão quente e manteiga) não demora que ofereçam a carta. Entre antipasti, massas frescas, outras massas, pizzas e carnes várias a oferta é farta. Optámos pelo carpaccio de entrada. Carne bem cortada em duas definidas fatias, saborosa e bem temperada (talvez um pouqito de azeite a mais) com a já rotineira rucola e o queijo seco em finas lascas. Não decepcionou. Chegou entretanto o vinho cuja escolha recaiu sobre um Douro clássico Esteva de seu nome pela existência de colheita de 2003. Era o bom esperado.

Chega então a escolha que desta vez foi consensual: Tagliatelle com camarão. Muito bom. A massa fresca será sem dúvida um indicador seguro de uma boa “casa italiana” e assim sendo, daqui nada há a apontar. A massa estava óptima e o camarão era de bom tamanho e melhor número. Salpicada a verde e queijo, é prato para encher mas sempre saboreando. O vinho revelava-se a escolha acertada. O espesso do molho não seria tão apreciado com um outro mais encorpado.

De sobremesa a nossa escolha clássica em casas de tais terras é a Panna Cotta. Esta mistura fresca de natas, leite, açúcar e gelatina cozinhada em lume brando e coberta de um doce de frutos vermelhos raramente nos deixa ficar mal. Hoje também não deixou. Para além disso experimentámos também o Cheesecake que coberto com o mesmo doce não me fez arrepender da escolha. A coisa só não terminou melhor porque vindo o meu café tal como é normal, o da Susana mesmo com esforço acrescido de trazerem a leiteira à parte, pecava por já vir a chávena meia cheia de café tornando assim impossível a realização do pedido simples que é como sempre: Um garoto muito claro tipo, uma chávena de leite quente só com uma gota de café. Cada vez mais me convenço que o conceito de gota é desconhecido na lusa restauração.

Resumindo, La Campania é um bom restaurante de comida com qualidade e serviço rápido. Falha a simpatia que não se deixou ver mas não será por ai que lá deixaremos de voltar.

Restaurante La Campania
Rua Artilharia Um, nº 30
1250 Lisboa

Telefone: 21 385 03 45
Fax: 21 383 83 72

p.s. Sim, fiz hoje (upps, já passa da meia-noite), fiz ontem 34 anos e a bateria do telemóvel acabou a meio da tarde.

Isto por aqui não tem tido muito movimento ultimamente. Muitos projectos no trabalho e algum valor adicional dado às horas de sono não permitem que dê tanto tempo ao teclado (a este pelo menos) como desejaria. Eu ainda pensava que ter aderido ao pacote Funtastic Life da TV Cabo viesse a ter este efeito mas afinal, nem o raio do pacote me tem feito ficar acordado nos últimos dias. Tenho as series todas em atraso. Dois ou três episódios de Prison Break (sim, que eu não sou de desistir mesmo quando aquilo parece estar muito mau), mais dois ou três de Heroes (sim, que eu não sou de desistir mesmo quando a Susana se deixa dormir a cada dois minutos da aventura do Hiro no Japão), uns quantos Weeds e a segunda season de 30 Rock que, qual pecado, ainda não comecei a ver.Se a isso juntar os livros que já se começaram a acumular ali ao canto da sala (estou a ver alguém a proibir-me de comprar livros na próxima viagem) … Uiii. Preciso de descanso. A sério.

A Patrícia estará esta semana em casa do avô materno. Com um bocadinho de sorte tiramos a barriga de misérias e entre cinemas e restaurantes conseguimos umas férias “vá para fora cá dentro”. Assim o trabalho ajude (ou pelo menos, não atrapalhe).

Numa nota diferente do habitual:
Ele há coisas assim… Passam-se meses, por vezes anos sem se ver ou nem tampouco falar com determinada pessoa e depois, um qualquer dia, num daqueles sítios em que não se imaginaria a encontrar quem quer que fosse conhecido, eis que se encontra um amigo, um daqueles que sabe sempre bem encontrar, que nem dizem muito nem dizem pouco mas que parecem dizer tudo o que é preciso, na dose certa. Que nos relembram que são efectivamente amigos, que nos dizem toma lá que te deve dar jeito. E isto tudo, mesmo antes de se irem embora com um até qualquer dia sabendo de antemão qualquer um de nós, que o mais provável é que esse dia seja uma vez mais, daqui a meses ou anos, num qualquer sítio daqueles em que não imaginaremos encontrar quem quer que seja conhecido.