Já não é novidade para ninguem que eu gosto muito de ver séries e faço alguns sacrificios para as ver. Destes, o mais recente é esperar até á meia-noite e meia para assistir diáriamente a L Word (ou como lhe chamaram em Portugal, A Letra L) na 2. L é de Lesbian e é de lésbicas que a série nos fala. Pelo menos é assim que é apresentada e isso só por si faz com que algumas pessoas não queiram ver a série e outras estejam doidas para tal mas pelas razões erradas (erradas ou não as mais correctas ou ainda não as mais justas).

L Word mostra-nos a realidade diária de um grupo de mulheres lésbicas que vive em Los Angeles e que como toda a gente, procuram viver felizes sabendo que, devido a amarem de uma forma diferente da culturalmente estabelecida, tal nem sempre é facil. É um drama no sentido televisivo da palavra mas é na verdade uma série que nos mostra de forma muito bem humorada, sensivel e sensual (não vejo maneira de mostrar a relação entre mulheres que não assim), a luta para a realização pessoal e profissional destas mulheres enfrentando todos os entraves externos e não só (uma das personagens, Jenny, insiste em casar com o namorado mas descobre que o feminino é uma atração talvez mais forte) que lhes vão aparecendo. E estas mulheres são tal e qual todas as outras (e outros também). Não estamos a falar das lésbicas dos tempos das nossas mães, o estereotipo de blusão de cabedal pós 25 de Abril e cigarro ao canto da boca… Além disso, há as que querem ter filhos, as que só dão valor à carreira, as que querem alguem diferente todas as noites sem nunca assumirem compromissos.

L Word

A vida corre bem para aqueles lados. Está bem… É muito luxo, muito glam… Apartamentos lindos e telemóveis topo de gama. Profissões de sonho e tudo o mais. Não se esqueçam: é Los Angeles. Se fosse em Nova Iorque a coisa seria diferente…

A série merece a plenitude da bola vermelha que ganhou ao canto do ecran. Entre beijos apaixonados ou uma lingua que passa aqui e ali, cabeças que desaparecem entre pernas ou outras posições, sons e expressões que nos deixam adivinhar orgasmos que só elas poderão saber como se sentem, também as falas lá estão todas e desta feita até a legendagem ajuda. Quando se diz fazer amor é fazer amor mas quando se diz outra coisa é mesmo outra coisa que se lê. É certo que por vezes quase nos leva a pensar “Será que elas não pensam noutra coisa senão ir para a cama com outras mulheres?” ou “Será que as gajas lésbicas vão todas para a cama no primeiro encontro?” mas dizem para ai as más linguas que toda a gente pensa no assunto muito mais do que aquilo que admite. Mesmo assim, que não fique a ideia de que a série é só isto. Por exemplo o tema “sexo entre amigas” é muito focado com enfase no amigas e não no sexo. Sabem aquela conversa do “Pode o melhor amigo de um homem ser uma mulher?” Imaginem o pano para mangas que pode dar quando falamos de lésbicas…

Começada a exibir nos Estados Unidos ainda em 2004, L Word já conta com três epocas completas e prepara-se a quarta. Vai introduzindo novos personagens e novos tramas e ao que parece sem perder o interesse. Já há obviamente vozes que se levantam contra a série mas por enquanto, tendo em conta o que já vi fico naquela de que, vozes de burro não chegam ao céu…

3.393 thoughts on “A Letra L (L de lésbica claro.)

  1. Ola ppl

    ja vi todas as series e adorei,so nao achei muita peiada ao ultimo episodio,ta muito subjectivo para meu gosto,nem é cao nem gato, e ficamos sem saber quem matou a jenny,nao da pa perceber,no fundo poderia ter sido qualquer uma..
    De qualquer maneira vou ou vamos sentir muita falta pois era uma coisa que nos fazia muita companhia.
    fiquem bem
    bjs

  2. difabiana. Não posso arriscar ela é minha chefe! Mas eu não devo estar bem! hoje estava uma colega minha perto de mim e eu já a fantasiar Chiii vou morrer…

  3. Pois, nao m lembrei dessa parte de ser va tua chefe.. bem ntao, tenta acalmar-t.. por mais forte que seja essa tua atracção por ela, apenas abanza se ela fizer alguma coisa.. nao tenho outo concelho mlhor.. ate porque tambem deves tar a pensar, uma miuda de 20 anos a m dar concelhos??!!! fantasiar nunka fez mal aninguem.. hehehehe

  4. Pedro… agora estou fula contigo!
    Aqui há tempos fiz um comentário e o mesmo ficou uma eternidade a aguardar a moderação… Nunca foi publicado! Tive que o reescrever para que fosse postado.
    É com surpresa que vejo agora publicado o comentário de alguém que se denomina como “cqvifoduug” e que tem links para tudo quanto é sitio! (E não me parecem bons sitios!)
    Nem me atrevo a clicar não vá o diabo tecê-las!
    Fica bem!
    Já “descarreguei” a minha raiva!

    Beagnoca
    “Atolambada de todo… Enfim!”

  5. será que nunca vou encontar a minha alma gemea? Esta espera não me esta a fazer bem qualquer dia ainda ataco alguém!

  6. Angélica, tem calma que ela deve andar por aí a esvoaçar, quando menos estiveres à espera ela “cai-te” nos braços e vai parecer-te bem melhor que a Tina, a Carmen, a Bette ou a Shane. Quem não quer uma alma gémea?
    Quanto à tua chefe… não lixes o trabalho por causa de uma fantasia, deixa-a a jogar o joguinho dela sem pores o teu profissionalismo em causa.

  7. Bem angélica, como diz a SR, essa tal pessoas ira aparecer em quelquer momentos, é prexixo é xperar.. num mundo tao grande como este exixte a nossa alma gemea.. vais ver k um dia passas por ai e é tiro e keda.. Kanto a historia da tua chefe, nao te preocupes c ixo, vai indo nos jogos dela e xkece o resto.. aproveita a vida enquanto é tmpo, pois vida so é uma, e temos de aproveitar todos os momentos maravilhosos..

  8. Angélica, antes procurar alguém, do que não saber o que se procura…Boa Sorte miuda!

  9. Eu espero que voces tenham razão proque eu sinto-me bué sozinha às vezes… obrigada pela vossa forcinha agradeçovos muito

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*