Battlestar Galactica - Crossroads Part II

“Como todas as coisas humanas, a Justiça é imperfeita. Tem falhas e imperfeições. Mas são precisamente essas imperfeições que nos distinguem das máquinas e que talvez tornem a nossa espécie digna de salvação.”
– Juiza no julgamento de Gaius Baltar

Que final meu Deus. Que agonia será agora esperar 10 meses (mesmo 10 dias que fossem). O vicio é alimentado pela qualidade. Frases como “Let’s make a Cylon baby” ou “I want a toaster love” fazem cada vez mais sentido. E este episódio “Crossroads Part II” de Battlestar Galactica… É quase como se eles não estivessem lá, perdidos no meio do espaço. É quase como que um episódio de Teias da Lei mas muito, muito à frente… O discurso da testemunha final (quem diria???) é hipnotizante. Lá, sentados no lugar do Juiz, decidiríamos nós de diferente forma?

A entrada do Coronel Tigh e da Tory Foster na Sala de Comando, as suas disponibilidades apresentadas… A cena é de outro mundo. Eles acabaram de se consciencializar de que são na realidade máquinas, iguais às que tanto odeiam.

E a música? O efeito desta enquanto os Vipers saem dos tubos de lançamento? Mesmo quem nunca gostou do senhor Dylan (haverá quem?), mesmo quem nunca ouviu o Hendryx. Aquela música, All along the Watchtower, foi feita, premonitóriamente, para aquele momento.

O aparecer da Starbuck (a fazer lembrar uma entrada de nave espacial série B, década de 60, puxada por arames, ocupando o ecrã todo) sem ser esperada mesmo quando todos sabemos que só pode ser ela e mais ninguém a sombra que foi avistada pelo Apollo. A serenidade com que ela lhe diz, nos diz, para não nos preocuparmos, que ela nos vai levar à Terra. Um anjo, nuvens brancas, um riso.

Para quem nunca viu Battlestar Galactica está aqui um episódio para se apaixonar.

Nota: Este post foi escrito muito, muito a quente. Já revi o episódio 3 vezes e certamente ainda há muito para dizer mas fica para mais tarde. So say we all.

A viagem a AmesterdãoA nível profissional mantêm-se uma grande indecisão e incerteza (mas sobre esta só falarei em detalhe mais tarde, quando tudo estiver esclarecido) que em nada ajudam à mente despreocupada que tanto jeito dá para escrevinhar umas entradas decentes aqui no canto. Mas fora do trabalho também há grandes mudanças. No sentido literal da expressão. Mudanças e grandes. Finalmente, ao fim de muitos anos, a sala ganhou uma estante daquelas que merecem o nome escrito com letra grande: Estante. Mais de quatro metros de comprimento por dois metros e meio de altura chegaram para nos impressionar. A parede da sala ficou forrada a cerejeira. Esta aquisição obrigou a algumas alterações radicais e até a mudança comportamental quer isto dizer, já não há escritório na sala. Nicles. Desta é que foi.

A Dona Maria (ver este post de 09 de Janeiro de 2006 quando ela cá chegou a casa), nome carinhoso que dou ao toucador transformado em secretária, mudou-se de malas e bagagens para o quarto e, por incrível que pareça, parece que nasceu para a música, quer dizer, que nasceu para ali estar. Bem, a verdade seja dita que ela só para ali foi porque se separou de vez de alguns dos artefactos quase pré-históricos que estavam a ela colados que nem lapas tais como o raio do caixote beije que vivia lá no meio do chão da sala e que noite e dia debitava ventania pelas costas (leia-se desktop) e a panóplia já gigantesca de tomadas e fios que deste originavam. Agora tudo pia mais fino que é como quem diz, mais baixinho, muito mais baixinho. O fiel x1010 tornou-se a máquina da casa. (ponto). Com uma ajuda do novo modem e do router wi-fi (que também rumaram ao quarto mas mais parecem peças de decoração modernista), é agora um verdadeiro cavalo de batalha em cavalgadas continuas pelo direito ao entretenimento de qualidade. O µtorrent está lá para o que for preciso mas agora é a mula quem manda novamente… Não há pressas… Não há tempo…

Voltando a sala onde o objecto causador de tamanha alteração se situa. Isto ficou tudo muito mais amplo. Levanta outros problemas é certo. Agora temos mesmo que encontrar os cadeirões para complementar o espaço. E talvez um candeeiro de pé alto ou outro candelabro… Mas isso ficará para mais tarde que por agora não há mais guita… Ao fim e ao cabo, o que agora está a ocupar a parede da sala sempre se trata de uma viagem de 4 dias a Amesterdão para duas pessoas com direito, pelo menos, a pequeno almoço…

Narcissus at Fluviario de MoraE eis que acordámos quase de madrugada para nos encontrarmos com um grupo de amigos ali nas bombas de gasolina à saida da Ponte Vasco da Gama. Hora marcada: 07h30. São 07h15 estamos a entrar no carro e os telemóveis já tocam. Uns estão a caminho outros já lá chegaram. Nós também já vamos. Chegaram todos? Olhos ensonados (há ainda crianças que estão mais a dormir do que acordadas). Cafés e afins. Fazemo-nos à estrada. Chegamos à hora prevista: 10h00 – Fluviário de Mora. Mais café e alguma conversa que as portas ainda não estão abertas. Preliminares tipo compra de bilhetes e onde está o guia? Tinham-nos prometido uma visita guiada se o grupo fosse superior a 15 pessoas. Esqueceram-se de nos informar que não há visitas guiadas ao fim-de-semana. Sem problema. São simpáticos e a coisa é nova. Lá se arranjam um guia.


A bióloga não é especialista em peixes e sim em repteis mas vai tentar fazer com que a visita seja o mais simpática possível. Não é fácil quando se tem que cativar crianças tão pequenas como algumas das presentes… O percurso está bem imaginado. Trata-se da descida de um rio, desde a nascente até foz com uma decoração que apesar de artificial tenta ser a mais próxima possível da real e consegue. Nesta primeira parte da visita ficamos a conhecer alguns dos peixes que existem nos nossos rios, como vivem e de que se alimentam. E vimos também as lontras e garanto que são bichos simpáticos. Depois aparecem as águas assim mais turvas e com elas as tartarugas. Mais à frente tencas e verdemãs logo seguidas de enguias, percas, carpas e achigãs. O rio termina no lago exterior onde sobre uma passadeira ainda dá para ver uns peixitos lá fora a nadarem… Voltando ao pavilhão segue-se a visita às espécies exóticas de outros rios famosos e claro que não podia faltar o Amazonas. E lá estão as piranhas. O raio dos peixes colocam-se em formação parecendo aguardarem o momento exacto para atacarem… Num aquário lá perto, o peixe gato e a tartaruga mata-mata… A sério. Ninguem quer ter um destes como bichinho de estimação. Deadly two at Fluviário de MoraJá para finalizar esta secção, é ainda de referir o espaço das famosissimas rãs-setas que parecendo bonequinhos de borracha, se encontram entre os seres mais venenosos do mundo. E acabou. A visita chegou ao fim e toda a gente gostou. Atravessar a estrada para o outro lado e junto à praia fluvial eis que está o parque de merendas. Mesa posta e comida a fartar. Ele era rissóis e pasteis de bacalhau (afinal somos ou não somos portugueses? Os alemães levam salsichas certo?), bolas de carne e tortas de queijo fresco e espinafres, panados e folhados de salsicha, tartes de limão e salames, enfim, tal como referi, comida que não acabava mais. E pais conscienciosos que somos: Agua fresca e Caprisone (sim, somos todos trintões ou quase) laranja e tuti-fruti… Aquilo é que foi gozar. Mais um café e um gelado, passou-se a hora de almoço e é hora de voltar a Lisboa. Adeus pessoal, até ao próximo desafio.

p.s. Há mais umas fotografias do passeio lá no sitio do costume.

Apesar de não ser utilizador do Thunderbird (o cliente de e-mail da Mozilla) sou obrigado a concordar com Scott Macgregor (engenheiro responsável pelo projecto Thunderbird) quando este diz à Wired quais as razões para preferir um cliente de e-mail às soluções web based tão em voga nos nossos dias…

Um amigo disse-me hoje que tinha visto um dos directores lá do trabalho ontem à noite. Conhecendo o amigo em questão disse-lhe de imediato “Deixa-me adivinhar: na Ópera?”. Claro que acertei. Inveja. Não por ele ter visto o tal director mas sim por eu não ter ido à Ópera. Fui à net. Encontrei a miúda e o gato. Ok. Já estou mais contente.