E já que no post anterior terminei com “… eles são mas é parvos.” parece-me que uma óptima forma de começar este é: E não são os únicos.
“Não vale a pena armar-me em profeta, mas acho que acabaremos por integrar-nos.”
Foram as palavras de José Saramago em entrevista ao DN referindo-se a Espanha e à sua ideia de ter Portugal como mais uma província espanhola. Ora uns senhores que dão pelo nome de Incontinentes Verbais respondem desta forma ao escrevinhador:
“Que o senhor tenha sido o primeiro lusófono a ganhar o Nobel antes de Torga, Jorge Amado, et al., apesar dos seus textos menos-que-notáveis, posso entender. Que apele ao voto em branco, ainda vá. Que tenha sido o pide-pós-pide no DN, estou disposto a esquecer. Que tenha buscado incessantemente um pretexto para se pirar para Espanha, para aumentar as tiragens da sua obra e tentar assegurar o lugar no Panteão que tanto almeja, estou disposto a nem lembrar. Que o tenha conseguido e aproveitado com o patético index do Sousa Lara, idiota útil da ocasião, vá, fez o seu papel de vitimazinha da treta. Agora que queira que Portugal seja uma província de Espanha, vá para o Diabo que o carregue. “
Tirem lá o Nobel ao Saramago e ofereçam-no aos moços que escreveram o texto acima.



