Encontrei esta imagem da Tierney Milne, autora do blog Tear-Knee Design, e de imediato pensei:

“É isto Pedro Rebelo. O grande tema do dia é este mesmo. A privacidade online.”

Bem, este tema leva directamente a uma questão: existe essa coisa de “privacidade online”?

Eu tenho a minha opinião. É pública. Uns dias mais que outros mas, é pública. Hoje talvez não seja a data indicada para a discutir mas, gostava de saber o que pensam vocês sobre o tema. Existe privacidade online?

Online Privacy by Tierney Milne
Online Privacy by Tierney Milne in https://tearkneedesign.wordpress.com/2013/02/20/russian-constructivism-online-privacy/

2 thoughts on “Privacidade Online

  1. Não existe. E uma iliteracia tecnológica e matemática quase total das pessoas garante que continuará a não existir. Privacidade é a pessoa ser capaz de controlar o acesso à sua informação. Vários argumentos foram usados para eliminarem esse controlo: desde o ataque ao terrorismo, à pedofilia que permitiram delapidar as protecções de privacidade na legislação, criaram formas legais de aceder a dados pessoais sem o conhecimento dos donos e criaram sorvedouros de toda a informação pessoal (NSA, GCHQ e outros).

    Por outro lado, o acesso aos benefícios da Internet sem ter de aprender tecnologia levou as pessoas a ceder a sua privacidade de uma forma nunca vista até hoje a empresas como o Facebook, Google, Apple, Samsung, etc. A mesma troca foi feita pelos donos dos sites, a quem a disponibilidade de ferramentas como o Google Analytics e Likes do Facebook leva a oferecerem a estes (e muitos outros) não apenas a sua informação como a das suas audiências.

    O desconhecimento do trabalho matemático à volta de teoria de informação e criptografia faz com que as pessoas não tenham a mínima consciência de como, na prática, e de forma eficaz, se possam proteger.

    Vivemos numa sociedade que é transparente para alguns. A próxima democratização será ser transparente para todos…

    Entretanto os adolescentes reagem tentando que as famílias não publiquem dados deles na Internet e adoptando em massa serviços que prometem que a informação tem um tempo de vida limitado (mesmo que não cumpram). Sic gloria mundi.

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