RFP (Request For Proposal).

Viagem no próximo mês de Abril. Arranjei (a Susana arranjou) bons preços para o avião. Agora, para a estadia se puder pagar menos, melhor. Alguma ideia? Eu sei que há por ai pessoal viajado. Vá lá. Toca a dar uma ajudinha. Fico a aguardar.

O Carlos Andrade escreve um post no seu site sobre a rede de blogs Tubarão Esquilo (já agora, que raio de nome é este?). Fez uma análise da coisa e escreveu o que lhe ia na alma, na boa tradição bloguista, escreveu a sua opinião. Paulo Querido, conhecido (entre outras razões) por muito falar sobre a Internet deve ter sentido alguma ferroada que logo depois lhe responde forte e feio. Pois até nem quero entrar nas razões de uns nem de outros mas não posso deixar é de comentar um detalhe, um daqueles pequenos e quase despercebidos detalhes, na resposta do Paulo Querido. Diz ele a certa altura, e passo a citar: “O que lamento é mais um exercício do que podemos esperar do tal de “jornalismo do cidadão”…”. Ups! Paulo, meteste a pata na poça. O que é que tens tú contra o “jornalismo do cidadão”? E que fique já bem claro que não sou jornalista de maneira nenhuma. Mas diz lá então, o que tens contra? Deverei e em nome de ser justo, lembrar-te de um post teu em Junho do passado ano em que escreves:

“Decidi avançar com uma experiência neste espaço editorial: abri-lo ao exterior.(…)
(…) Esta abertura dar-se-á para já em dois espaços distintos.
O primeiro sob a forma de agenda e noticiário genérico. Destina-se a promover acontecimentos como o lançamento de livros, apresentação de conferências, etc. A ideia não é tanto os press-releases comerciais, embora estes não sejam excluídos, reservando-me o direito de publicar tudo o que me pareça relevante.
O outro espaço de lançamento pretende atrair notícias (jornalismo de cidadão), reportagens, ensaios, críticas, previews de livros ou arte e análise em geral.”

Não estou enganado pois não? Foste tu que pediste um Porto Ferreira, quer dizer, um “jornalismo do cidadão”? Uma dica: Blogumentary. Aconselha-se a visualização. Trata-se de um documentário muito bem realizado por Chuck Olsen sobre os blogs e o quão importantes estes são nos dias que correm e principalmente como media. Depois uma visitinha à entrada Citizen journalism da Wikipédia também não fica mal.

Volto a referir que, não está aqui em causa qual das comadres tem razão sobre o Tubarão Esquilo nem tãopouco se o artigo do Karlus foi escrito observando regras jornalisticas. O que está aqui em causa é o tom com que Paulo Querido se refere ao “jornalismo do cidadão”.

Agora é que foi. Cansei-me de vez do computador no meio da sala. Não só me fazia pensar constantemente na tristeza da Susana por não ter uma sala mais arrumadinha como também já me estava a deixar doido com as taras e manias do dito cujo. Acreditam que sempre que se desliga (ainda que tal só aconteça quando há alguma falha de energia caso contrário é ON 24/7) só se volta a ligar quando lhe apeteçe? E mesmo assim tem obrigatóriamente que implicar um desligar da corrente na tomada e um voltar a ligar passado algum tempo (que pode variar entre 30 minutos e várias – muitas – horas). É certo que nesta coisa dos computadores cada um tem aquilo por que paga. Eu paguei 15 contos dos antigos (75 euros) por esta máquina maravilhosamente grande e béije que adorna o chão da sala e dá um ruido de fundo à casa afastando os ladrões… Estou a falar d’um AMD XP 2500+ com 512 megas de RAM e 200 gigas de disco. Já trazia consigo uma ATI 9200… Por 15 contitos nada mal hein…?

Já chega. Estou mesmo farto do bicho. Só lá vai ficar até os senhores da Netcabo lá irem a casa para trocarem o meu fiel modem Elsa por um novo que suporte as novas velocidades… Ainda ontem foi a última vez que o gajo me lixou e eu nem percebo bem porquê. Pois não é que deixo o belo do µTorrent a sacar umas coisitas da net durante a noite e de manhã quando acordo, nem coisitas (a que mais tinha sacado estava em 4%) nem net. Não andava nem de empurrão e só lá foi com um reset ao router… Àh pois e coisa e tal mas isso não tem nada que ver com a pobre máquina… Pois se tem ou não não sei mas o certo é que antes de sair de casa a deixei com o eMule ligado naquela de quem não tem cão caça com gato e este pelo menos não me engana. Chego a casa ao final da tarde e pimbas. Nem coisitas (a que mais tinha sacado estava em 4%) nem net. Corro para o sofá. Ligo o fiel portátil e instalo o uTorrent. Autorizações dadas, ligação wifi e toca a bombar. Antes de me deitar, 3 dos quatro ficheiros que queria tirar já cá estavam e quando acordei estava cá o outro. Fecho o uTorrent e a net volta ao normal. Abro o site num abrir e fechar d’olhos…

Tal como disse, do que é não sei mas foi a gota d’agua. O truque do dedo encostado ao botão, vejo as luzes que se apagam lentamente e digo: “até um destes dias”.

O X1010 vai passar a ser mestre e senhor da casa. Já é velhinho mas a experiência dá-lhe força que é como quem diz, enquanto não há dinheiro para comprar um portátil novo é mesmo este que tem que aguentar. O X1010 é um dos últimos Compaq’s. Já estava anunciada ao mercado a compra desta pela HP mas estes já estavam feitos e foi assim que sairam para o mercado. Pouco tempo depois aparecia a linha Z qualquer coisa da HP. As mesmas máquinas mas com o logo diferente. Estou a falar-vos de um Centrino 1.5 com 756 megas de RAM e um display de 15.4 16×9. Agora pensem nesta máquina há 4 anos atrás… Isto era uma bomba. Até hoje não me queixo de nada exeptuando a resolução. Não havia outro no mercado na altura com ecran 16×9 e como tal tive que me aguentar à WXGA ou seja 1280×800. Dava-me jeito um bocadito mais mas enfim, é o que se pode arranjar. Para suporte fica um disco externo 2.5 com ligação/alimentação USB de 60 Gigas, um disco externo Maxtor One Touch II de 250 Gigas e logo que possa compro mais uma caixa externa para lhe meter lá dentro o gravador de DVD’s da LG que está no desktop. Até ordens em contrário, fico só com o meu igualmente fiel monitor Samsung SyncMaster 171s (que mais não fosse pela sua magnifica capacidade de rodar na vertical e ficar ao alto o que me permite visualizar folhas A4 na totalidade quase em tamanho real). Quando houver dinheiro para comprar uma maquina nova (outro portátil que máquinas fixas nunca mais), o X1010 assentará arraiais em cima da secretária e lá ficará.

A propósito de uma situação no trabalho lembrei-me de um episódio caricato que presenciei um destes dias na FNAC do Chiado. Estava eu calmamente junto aos expositores dos cd’s, mais propriamente ao fundo assistindo à exibição do DVD dos Rammsteinn quando se aproximam três ou quatro jovens (bem, talvez entre os 25 e os 30, 31 anos) e ficam igualmente a olhar para o ecran. Pullovers azuis (um deles era branco “cru”) entre Gant e Tommy e sapatos Timberland (comum a todos menos o que estava de fato). Um de fato e gravata, camisa às riscas azuis e fato igualmente azul. É precisamente este que não se detem muito tempo a olhar para o ecran e continua para o expositor imediatamente a seguir. Não demorou um piscar de olho para que um dos que ficaram mais atrás dissesse de forma bem audível: “Épa, sái dai pá… Isso é dos gajos do heavy metal…” ao que o engravatado, levantando a cabeça, de imediato anuiu. Logo por acaso, estavam a chegar a esse mesmo corredor – que era dedicado a música do estilo Gótico / Industrial – dois outros jovens. Um rapaz não muito alto vestido de preto a combinar com a cor do cabelo pelos ombros e com um certo numero de adornos metalizados à cintura, e uma rapariga que parecia ter saido de um qualquer cenário Vitoriano (mais negro do que Alan Poe), de vestido de veludo vermelho a arrastar pelo chão e folhos de renda preta a contrastar com a palidez da cara a que só dava cor o vermelho do baton. “Eu não te disse pá? Essa cena ai é prós freaks do metal…” rematava o jovem de há pouco enquanto batia nas costas do engravatado. Levava na mão o cd Nº1

Hoje pela manhã falava com um colega de trabalho sobre uma determinada banda gótica que tenho ouvido ultimamente e dizia ele: “Gótica? Não ’tou a ver…”. Eu sei que pelo deserto (leia-se trabalho ou Tagus Park) todos andamos de gravata e mais ou menos penteados (sendo que sou um exemplo do menos) mas ainda pensei que ele não fazia ideia do que eu estava a falar porque talvez a onda dele fosse outra… Mas que tipo de música gostas tu afinal? A resposta foi a que eu mais temia: “Epá, gosto de música ’tás a ver?”.

Upss. Eles não são góticos, não são heavy’s e muito menos punk’s (se conhecessem a Armani Exchange…). Eles até já ouviram grunge mas não fazem idea do que seja isso. Na boa. Ninguem disse que é preciso ser isto ou aquilo… Devo estar mesmo a ficar velho. Eles só querem mesmo é estar com o copo na mão e a bater com o pé… “Como é? Logo à noite no BBC?”

Toda a gente tem problemas certo? Uns mais graves outros sem qualquer importância. Alguem se lembrou de compilar uma lista com os problemas do Mundo assim como do potêncial humano. Estou a falar de um projecto com mais de 30 anos encabeçado pela Union of International Associations chamado precisamente Encyclopedia of World Problems and Human Potencial. Grosso modo, uma giganteca base de dados onde se referênciam temas que vão do aborto à tecnocracia passando pelas bombas-envelope… A guardar.