4400 alminhas que caíram do céu… Bem, mais ou menos. Pelo menos parecem andar aos caídos lá pelos lados da TVI. Sábados depois de almoço em pleno Verão? Qual é a ideia? Que ninguém veja “Os escolhidos”? É que nem o nome ajuda. Mas porque é que não deixaram ficar 4400? Só para ser diferente? Comam pastilhas de melão. Já é diferença que baste. 4400, Os escolhidos


Enfim, continuando. Como se 4400 alminhas não chegassem agora tudo quanto não tem medo de agulhas pode dar origem a mais um episódio desta excelente série. Para quem não sabe ainda do que se trata 4400 conta a história de 4400 pessoas que ao longo de 60 anos desapareceram sem deixar qualquer rastro e que de repente, nos nossos dias, aparecem todas ao mesmo tempo, no mesmo sitio, tal e qual como no dia em que desapareceram ou seja, quem tinha 10 anos no dia que desapareceu tem agora, 60 anos depois por exemplo, 10 anos. Spooky não? Até aqui a coisa vai sem grande dificuldade (Nada. Coisa normalíssima. Querida, estavas grávida quando sai para ir ali comprar cigarros. Volto agora. Tu já morreste. Mas que linda é a nossa netinha…). A grande novidade é que cada uma dessas 4400 pessoas traz consigo uma nova capacidade, daquelas que muitas vezes se associam na ficção à evolução da especie tipo telecinésia ou telepatia. Como em qualquer série, filme ou livro do género (bem, como aconteceria na realidade), o governo fica assustado com esta situação e empreende um controlo apertado da mesma criando para tal a National Threat Assessment Command (NTAC), uma divisão do Department of Homeland Security. A história ganha um eixo central com a relação familiar entre um dos 4400 e um dos agentes da NTAC. Em breve novas relações se estabelecerão. A coisa complica-se quando se descobre (mais ou menos) que os 4400 foram levados e agora trazidos de volta com um propósito. Ajudar a humanidade a evitar uma grande catástrofe futura. Pois tudo muito bem. Nobres intenções. Mas são 4400 lembram-se. É muita gente. Tem obrigatoriamente que haver bons e maus e um mau com super-poderes é, logicamente, super-mau certo? Para piorar o cenário ao que parece há lá no sitio para onde todos vamos (o futuro) gente que não está interessada em evitar a tal desgraça (mais sabemos nós que há sempre quem ganhe com a desgraça alheia) e como tal toca de criar um super-super-mesmo-muito-mau (nesta caso, super-super-mesmo-muito-má) para acabar de vez com os regressados. Enquanto a rapariga andava nestas matanças, um cientista doido decide que, apesar de não ter ido dar um passeio ao futuro também tem direito a ter super poderes e descobre o componente químico que os origina. Um dos 4400, com pretensões a Messias resolve dar ao Mundo a descoberta mesmo com uma chance de morte a 50% que é como quem diz, ou ganhas o direito a andar vestido de lycra e com cores berrantes ou bates as botas. Com tanta conversa já vamos na quarta série e não só já há pequenas vilas de gente habilidosa como já há um habilidoso a candidatar-se a um cargo público.
A primeira série já está à venda em Portugal há muito tempo e não teve qualquer publicidade. São só 5 episódios divididos por 2 discos e custa qualquer coisa como 19 euros. É de aproveitar porque vicia.

4 thoughts on “4400 são os escolhidos

  1. bemmmm

    não podias ter dados mais spoilers… e nem um spoiler alert??

    nós estamos na 4ª série mas para quem não tenha visto a série és capaz de ter estragado um bocado a festa bolas …

    :(

  2. Não estraguei nada… A sério… Acho que pelo contrário sou capaz de ter aguçado o apetite. Pelo menos na área de trabalho funcionou desta forma…

  3. A quarta temporada parece ter recuperado alguma alma. A terceira desiludiu-me profundamente. E concordo contigo: má escolha de horário e de tradução. Lembro-me de ter visto o DVD há uns meses na Worten e de ter ficado a olhar com ar aparvoado. Os Escolhidos eheheh :)

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