Paul Ricoeur ainda é para mim um desconhecido mas, mesmo sem saber porquê, tenho cá uma ideia de que nos vamos entender.

A ideia de, para além de criar uma biblioteca académica (que para muitos na universidade se resume a um enorme amontoado de fotocopias, seja por necessidade ou por mero desinteresse), criar também "uma biblioteca para a vida" (obrigado pela difusão do termo Prof. Maria Augusta Babo), é verdadeiramente importante para o sustentar do (ainda que parco) equilibrio ideologico da humanidade… A universidade deve também ser entendida dessa forma, inspiradora de estruturas e não só como aquele passo obrigatorio, ou pelo menos aconselhavel, antes da vida das 9 as 5…

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Desde os seus 3 anos que a Patrícia faz questão de me lembrar a promessa que lhe fiz de ver com ela “O Senhor dos Anéis”. Nessa altura, já não sei a que propósito, numa qualquer conversa, disse-lhe que nesse filme existiam umas árvores gigantes que se mexiam e falavam. Ficou como referência. O filme das árvores que mexem e falam. E dificilmente temos uma conversa versando cinema (sim, de quando em vez é tema) sem que a promessa que lhe fiz seja lembrada.

Esta manhã, já nem me lembro em que contexto, digo-lhe que no “O Senhor dos Anéis” há criaturas verdadeiramente assustadoras, guerreiros monstruosos. Pergunta então a Patrícia, com a curiosidade típica dos seus 6 anos e com um sorriso na cara: “Assustadoras como? Tipo múmias zombies guerreiras?”. Sim, claro. Porque não. Tipo múmias zombies guerreiras. Nem o próprio Tolkien se lembraria de tal. A Patrícia sim.

Estou verdadeiramente desejoso que seja fácil para ti ler legendas na televisão. Temos tanta coisa para ver…

Desde os seus 3 anos que a Patrícia faz questão de me lembrar a promessa que lhe fiz de ver com ela “O Senhor dos

Aneis”. Nessa altura, já não sei a que propósito, numa qualquer conversa, disse-lhe que nesse filme existiam umas

arvores gigantes que se mexiam e falavam. Ficou como referência. O filme das arvores que mexem e falam. E

dificilmente temos uma conversa versando cinema (sim, de quando em vez é tema) sem que a promessa que lhe fiz seja

lembrada.
Esta manhã, já nem me lembrando do contexto, digo-lhe que no “O Senhor dos Aneis” há criaturas verdadeiramente

assustadoras, guerreiros monstruosos. Pergunta então a Patrícia, com a curiosidade tipica dos seus 6 anos e com um sorriso na cara:

“Assustadoras como? Tipo mumias zombies guerreiras?”.
Sim, claro. Porque não. Tipo mumias zombies guerreiras. Nem o próprio Tolkien se lembraria de tal. A Patrícia sim.

Vamos partir do pressuposto de que nós, enquanto Humanos, não nos limitamos aos meios ou aos fins. Vamos partir do pressuposto de que nós, enquanto Humanos, devemos observar certos princípios e com eles, ou por eles, evitamos assim um caos tamanho que ultrapassaria certamente o sublime caos de que Heráclito de Éfeso falava, e de onde se esperava a mais bela harmonia.

Se assim for, se aceitarmos que vivemos numa sociedade em que há algo para além de fins que justificam meios ou de meios que determinam fins, então devemos ser honestos antes de mais connosco, lembrando que o Eu, por mais contradições que necessite, necessita também, e sempre, de algo pelo que se reger. De preferência adaptável, mas inamovível.

Tudo isto porque, infelizmente, tenho que dar razão a quem me lembra de que a comida na mesa custa dinheiro e este, definitivamente, não nasce nas árvores (sim Professor Traquina, se eu fosse um jornalista, desta feita guardava a armadura branca e reluzente no armário e em vez de me mandar de cabeça contra os moinhos de vento, estaria a pensar que mal por mal sempre tinha com que pagar o jantar à Dulcineia. Porque ela também precisa de comer).

Fica a nota, há por ai quem não perceba ponta de um corno de Internet, de comunicar na Internet, de viver esta nova realidade (e acreditem, é uma nova realidade, o virtual é hoje mais real do que muito carbono que para ai anda) que é a Internet.

Agora venham cá, e apaguem-me o post.