Tinha já escrito há uns dias atrás que iria escrever sobre Sleeper Cell. Pois aqui vai. Não sabia cheta sobre esta série. Absolutamente nada.


Nunca tinha ouvido falar nem tãopouco lido o que quer que fosse sobre o tema. Gostei do titulo, uma pequena sinopse lá nos sitios do costume (principais transmissores das emissões da MulaTV) e já está. Assim que tinha dois episódios no disco toca de os gravar num cd na esperança de os ver ao fim do dia já deitado e com um dos olhos fechados. Ainda bem que não o fiz. Um destes dias em que o trânsito da tarde estava mais grave do que o que é costume, resolvi ligar o portátil e chegar a cadeira para trás. Fones nas orelhas e vai de Sleeper Cell do deserto até Lisboa. Ao fim do primeiro episódio mal podia esperar pela viagem do dia seguinte. Sleeper Cell é uma série daquelas que vale realmente a pena.

Estamos nos dias de hoje na cidade de Los Angeles e tudo começa com um recluso americano, negro e muculmano que ao sair da cadeia imediatamente se tenta juntar a uma célula terrorista a operar na cidade dos Angelinos. Não demora até percebermos que Darwyn al-Sayeed (muito bem interpretado por Michael Ealy) é na realidade um agente do FBI a tentar infiltrar a tal célula mas também ficamos rápidamente a saber que (como quase sempre) a célula talvez seja só uma pequena parte de um grande corpo e preste a actuar.

Não só a missão de Darwyn nos prende. A própria célula é por demais atractiva para olharmos para os seus componentes como “os terroristas”. De um ex-skinhead motorista de autocarros turisticos a um jovem americano de gema (loiro, espadaudo e de olho azul) que trabalha no salão de bowling, a escolha é variada. Tudo controlado por um olho que tudo vê de nome (será verdadeiro?) Farik – o actor Oded Fehr. Aliás, esse mesmo Farik facilmente nos fascina quando o vemos a ensinar uma liga de jovens sionistas iniciados no baseball. Sim. Sionistas.

Ainda só vou em quatro episódios. sei que são só dez (trata-se de uma mini-série). Não imagino como vai o actor principal safar-se do grande problema que o envolve (não só está infiltrado, como é ele mesmo muculmano crente e está apaixonado por uma mãe solteira – Gayle, a actriz Melissa Sagemiller que diga-se, está igualmente muito bem) em 6 episódios mas uma coisa é certa: Já aprendi que para o Islão (ao contrário da religião cristã onde tantas vezes ouvimos “Todos nós somos filhos do pecado”) as crianças nascem sem pecado e só pecam quando conscientemente vão contra as leis de Deus. Quem disse que a televisão embrutece?

Uma nota à parte: Brutos são, aparentemente e até alguém me dar uma explicação plausivel para o facto, os senhores da Showtime. Ao tentar aceder à página oficial da série aqui, deparo com a imagem que em seguida podem ver (aliás, deve ser o que encontraram todos quantos carregaram no link).

Could You say it again???

Sem mais comentários da minha parte. E da vossa?

4 thoughts on “Sleeper Cell

  1. Não conheço a série, mas parece-me bastante interessante pela descrição. Vou ver se arranjo uns episódios no sítio do costume.
    Quanto á cena do site esses americanos deviam levar era com ataques terroristas todos os dias. Depois queixam-se …

  2. Primeiro, a série parece ser muito interessante, dada a tua inspirada apresentação; segundo, tive de carregar três vezes no link para me convencer de que não se tratava de uma brincadeira…, WTF?

  3. Rui… Ólha os radicalismos… Vê lá uns episódios e depois diz qualquer coisinha…
    do less, é de ficar de boca aberta (enquanto dizemos uns quantos palavrões) não é? Eu também não queria acreditar. Estaria à espera de ver isto num site xpto chinês ou algo parecido. Nunca numa estação de televisão americana… Enfim, o estado do mundo…

  4. A série é espetacular, a melhor do gênero, e na minha humilde opinião, deixa 24 horas no chão… Extremamente recomendado. todos os episódios são espetaculares… O Vilão Farik é fantástico!!! RECOMENDADO!

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